quinta-feira, 8 de maio de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Observatório da Lei Maria da Penha

O Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher, da Universidade Federal da Bahia, é o consórcio vencedor da licitação para constituir o Observatório de Monitoramento da Implementação e Aplicação da Lei Maria da Penha (11.340/2006), por meio de convênio com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. O contrato tem a duração de dois anos, prorrogáveis.


O objetivo do observatório é fazer um levantamento de informações sobre a aplicação da lei junto a delegacias, Ministério Público, Defensoria Pública, Judiciário, Executivo (por meio de políticas públicas) e Rede de Atendimento à Mulher - integrada por casas abrigos, centros de referência e delegacias especializadas, entre outros. O endereço eletrônico do núcleo de estudos é www.neim.ufba.br.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Iniciativa Feminina

Por Thiago Romero 20/03/2008

Agência FAPESP – De cada cem brasileiros com idades entre 18 e 64 anos, cerca de 13 desenvolvem alguma atividade empreendedora, seja no comércio ou no setor de serviços. Isso faz com que o Brasil ocupe a nona posição entre os países com maior número de pessoas que abrem negócios. A principal motivação do fenômeno, no entanto, não é a inovação, mas a necessidade.

Os dados são da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) e foram divulgados na manhã desta quarta-feira (19/3) no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), na capital paulista, pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional). A pesquisa GEM no país tem apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

De acordo com o levantamento, que mediu o empreendedorismo em 42 países, a taxa de empresas em estágio inicial no Brasil, que engloba desde negócios em fase de implantação até os que têm 42 meses de mercado, subiu de 11,6%, em 2006, para 12,72% em 2007, totalizando cerca de 15 milhões de empreendimentos em atividade no último ano.

Nessa mesma categoria de empreendedores iniciais, os países que estão à frente do Brasil no ranking são: Tailândia (27%), Peru (26%), Colômbia (23%), Venezuela (20%), República Dominicana (17%), China (16%), Argentina (14%) e Chile (13%).

Esses resultados confirmam a vocação empreendedora dos brasileiros e representam um avanço no que diz respeito ao número de novos empresários nesses países. No entanto, há um preocupante paradoxo entre as duas motivações que levam à abertura de um novo negócio no Brasil: a oportunidade, quando os indivíduos realmente identificam um novo nicho de mercado, e a necessidade, relacionada à falta de opções de trabalho.

“Um trabalhador ambulante também é considerado um empreendedor. Ele compra sua mercadoria em outra empresa e a revende. Trata-se de uma atividade empresarial, precária, sem dúvida. Sua relação de parentesco é a de um primo pobre de outros empreendedores mais bem-sucedidos”, disse Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que participou da elaboração dos dados da pesquisa.

“O empreendedorismo por necessidade está relacionado à pobreza e à sobrevivência dos indivíduos. Esse tipo de empreendedor também é um capitalista, muitas vezes sem capital ou que emprega todos os seus recursos em atividades de risco”, afirmou Néri. A pesquisa GEM mostra que, em 2007, 57% dos empreendedores iniciais tinham uma renda familiar de menos de três salários mínimos.

O estudo aponta um crescimento acentuado no Brasil, de 2001 a 2007, da atividade empreendedora motivada pela necessidade, fazendo com que o contingente de empresários que abriram novos negócios de oportunidade, com mais planejamento, organização e foco no mercado, caísse de 60% para 39% no período.

Em comparação com os 12,72% dos empreendimentos brasileiros em estágio inicial no ano passado, em países como Estados Unidos, Inglaterra e Japão, em que os novos negócios são abertos quase que em sua totalidade motivados pela oportunidade, essa taxa foi de 9,61%, 5,53% e 4,34%, respectivamente. Em média, para cada cidadão dos países desenvolvidos com algum negócio em fase inicial, existem mais de dois brasileiros realizando atividades na mesma fase.

“A grande diferença, no entanto, está nos recursos investidos para o início do negócio. Os brasileiros empreendem cerca de US$ 5,5 mil, um capital considerado limitado para o sucesso dos empreendimentos, enquanto a média mundial é de US$ 68,7 mil. Os empresários chineses e norte-americanos investem cerca de US$ 41 mil e US$ 67 mil, respectivamente”, apontou Paulo Alberto Bastos, pesquisador sênior do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).

“Além disso, 62% dos empreendedores brasileiros recorrem a familiares como fonte de recursos para compor o capital necessário para iniciar o negócio. Menos de 10% desses empreendedores se voltam a instituições financeiras em busca de crédito”, afirmou Bastos.


Mais mulheres


O levantamento revela que, pela primeira vez desde que a pesquisa GEM começou a ser feita no Brasil, em 2001, o nível de empreendedorismo entre as mulheres ultrapassou o dos homens: em 2007 as brasileiras representavam 52% dos empreendedores adultos, entre 18 e 64 anos, contra 29% em 2001.

De acordo com os pesquisadores que apresentaram o estudo em São Paulo, esses dados confirmam a tendência apresentada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2006) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que indica que as mulheres buscam novos negócios para complementar a renda familiar e por estarem cada vez mais assumindo, nos últimos anos, o sustento do lar como chefe de família.

E a necessidade também é fator marcante de motivação para a mulher iniciar o empreendimento: em 2007, enquanto 38% dos homens empreenderam por necessidade, essa proporção aumenta para 63% entre as mulheres.

“O Brasil está observando uma revolução feminina em meio à pobreza nacional. Nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, apesar de serem minoria no mercado de trabalho, elas são as que mais se beneficiam com os programas de microcrédito ao pequeno empresário”, observou Marcelo Néri, da FGV.

O empreendedorismo feminino se destaca no comércio varejista, principalmente em artigos de vestuário e complementos (37%), na indústria de transformação, sobretudo na elaboração de produtos alimentícios e artefatos para viagem como malas e bolsas (27%), e na atividade de alojamento e revenda de alimentos (14%).

“Apesar do aumento observado nos últimos anos na taxa de sobrevivência das empresas brasileiras, hoje, dos cerca de 500 mil novos negócios abertos por ano no Brasil, cerca de 110 mil desaparecem nos dois primeiros anos”, disse o diretor técnico do Sebrae Nacional, Luiz Carlos Barboza.

“Os resultados da pesquisa GEM nos levam a reavaliar as ferramentas de apoio às micro e pequenas empresas do Sebrae, de modo a buscar mais eficiência no uso dos recursos a nós confiados pela sociedade, levando em conta questões importantes como a maior participação empreendedora das mulheres no mercado”, sinalizou.

Criado em 1999, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), coordenado pela London Business School (Inglaterra) e pelo Babson College (Estados Unidos), é um dos maiores estudos no mundo sobre a atividade empreendedora, cobrindo mais de 50 países consorciados, que representam 95% do PIB e dois terços da população mundial.

No Brasil, o GEM vem se consolidando desde 2000 como uma importante referência nacional para as iniciativas relacionadas ao tema. O projeto nacional é liderado pelo IBQP, em parceria com o Sebrae, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Pontifícia Universidade Católica do Paraná e Centro Universitário Positivo.

Para a pesquisa brasileira de 2007 foram entrevistados dois mil indivíduos entre 18 e 64 anos, de todas as regiões brasileiras, selecionados por meio de amostra probabilística. O trabalho conta ainda com opiniões de 36 especialistas brasileiros. Entre os anos de 2000 e 2007 a pesquisa GEM entrevistou no país 17,9 mil indivíduos.

O estudo completo estará disponível em breve no site do IBQP.

terça-feira, 11 de março de 2008

Mulheres ainda são discriminadas em todo o mundo *

"É vergonhoso que, no ano do aniversário de 60 anos da Declaração dos Direitos Humanos muitas mulheres ao redor do mundo não tenham seus direitos fundamentais garantidos" declarou Louise Arbour, alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, na última sexta-feira, 07 de março.

Entendendo que o Dia Internacional da Mulher não é de celebração, mas de atenção para sua situação e posição na sociedade, o discurso de Louise Arbour alertou para os problemas que as mulheres enfrentam diariamente e como os Estados tratam estas questões. Louise acredita que a discriminação mais perigosa contra a mulher, seja talvez o abuso e a violência sexual, pois em muitos países não é considerado crime, ou quando é, a legislação é vaga. "O estupro é reconhecido como crime em muitos sistemas legais, mas não está formalmente vinculado ao casamento, pelo menos em 53 países, e os homens comumente praticam atos sexuais forçados contra suas esposas."

Durante seu discurso, denunciou várias vezes o pouco comprometimento dos Estados em rever suas leis internas que prejudicam as mulheres. Afirmou que enquanto em alguns lugares as mulheres ganham espaço na sociedade, em outros elas ainda precisam de um guardião para sair na rua. Em um tom de cobrança e indignação ela disse: "Muitos Estados parecem simplesmete ignorar os compromissos que assumiram e ao menos que eles os tomem para si de maneira séria, investir nas meninas e nas mulheres continuará um exercício de retórica."

*artigo publicado no portal da Conectas

sábado, 8 de março de 2008

As mulheres só valem a pena pelo crescimento econômico?

"Como a longa experiência nos mostrou de forma indiscutível, investir a favor das mulheres e das meninas tem um efeito multiplicador na produtividade e no crescimento econômico duradouro", discurso do atual secretário das Nações Unidas Ban Ki-monn para o Dia Internacional da Mulher deste ano.





É vergonhoso quando se tem que apelar para um argumento liberal como este para promover a igualdade de gênero.

Mulheres com nível superior ganham 60% do rendimento dos homens, diz IBGE

CIRILO JUNIOR da Folha Online, no Rio

As mulheres com nível superior ganham, em média, o equivalente a 60% do total recebido pelos homens de igual escolaridade, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre as mulheres com nível superior, o rendimento médio chegou a R$ 2.291,80 em janeiro, o equivalente a 60% dos R$ 3.841,40 que os homens recebem.

O rendimento médio das mulheres em janeiro era de R$ 956,80, o que representa 71,3% do ganho médio de R$ 1.342,70 dos homens.

A pesquisa revela que entre a população ocupada, as mulheres representavam 44,4% do total, ou 9,4 milhões de trabalhadoras. Os dados fazem parte de um estudo especial da Pesquisa Mensal de Emprego de janeiro, que avalia seis regiões metropolitanas do país.

Em janeiro, a taxa de desemprego entre as mulheres foi de 10,1%, enquanto que entre os homens, ficou em 6,2%. A taxa de desemprego do país foi de 8% em janeiro.

As mulheres com carteira assinada correspondem a 37,8% do total de trabalhadoras. Entre os homens, o contingente formalizado no mercado de trabalho representa 48,9%. Em janeiro de 2003, essas proporções eram de 35,5% para as mulheres, e de 44,3% para os homens.

Entre as mulheres no mercado de trabalho, 59,9% possuíam, em janeiro, 11 anos ou mais de estudo. Os homens com essa mesma escolaridade representavam 51,9% do total empregado. Há cinco anos, esse contingente não passava de 51,3% entre as mulheres, e de 41,9% entre os homens.

Dia Internacional da Mulher










Hoje não aceito rosas e nem Parabéns.
Não é um dia de comemoração e congratulação.
Não quero ser homenageada por ser mulher, não sou melhor por isto.
Se torna até irônico!
Não quero ser homenageada pela dupla jornada de trabalho.
Nem por ser uma super-mulher. Nunca sonhei em ser.
Não quero flores para agradecer o jantar, a roupa lavada, a responsabilidade de mãe.
Por ter sido a única a ter ido na reunião da escola e ter faltado no trabalho.
A acordar de madrugada com as crianças chorando. Levá-las ao hospital.
Não pretendo ser homenageada por ter apanhado em silêncio.
Por carregar a vida nas costas sozinha.
Hoje é um dia contra tudo isto.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Mulheres na Campus Party

A A Campus Party é considerada o maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo. Um encontro anual realizado desde 1997, que reúne, durante sete dias, milhares de participantes com seus computadores com a finalidade de compartilhar curiosidades, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias.

A área de tecnologia é conhecida por ter, majoritariamente, homens atuando profissionalmente. Em um evento como este, a organização estimava uma participação de 10% de mulheres, mas a surpresa veio com a estatística final: 23% de participação feminina.

O aumento do número de participantes mulheres em um evento de tecnologia não significa a diminuição inversamente proporcional do preconceito, claro, e para comprovar isto o Radar Cultura fez um bate-papo com as mulheres aqui da Campus Party. O resultado está
aqui.

Mas também disponibilizo aqui:

Mulheres & PC: o preconceito ficou pra fora da Bienal

O RadarCultura reuniu algumas mulheres do Campus Party e ouviu: ainda existe, sim, preconceito contra a atuação feminina na área tecnológica. Só que ele ficou do lado de fora da Bienal: aqui no Campus Party, homens e mulheres compartilham informações com mútuo respeito profissional. Segundo dados atualizados da organização do evento, elas são 26% dos 3.300 inscritos.

Reunião das meninas do CP

Deixa que eu faço!
As mulheres reunidas atuam nas áreas de conteúdo para web, programação, ambientes colaborativos, desenvolvimento, software livre, comunicação e mecatrônica. Trabalham em frente ao computador e, em geral, avançam em assuntos tradicionalmente masculinos.

Elas sentem o preconceito dos rapazes na hora do trabalho. Em alguns casos, eles se lançam na frente do computador com o “deixa que eu faço!”. Em outras situações, alguns fazem uma cara que dá pra adivinhar o pensamento: “Eu faria melhor”.

Posso conferir?
As estudantes de curso técnico de mecatrônica, Máyra Ueda, Vanessa Castilho e Juliana Salgado, atuam na área de robótica. Dizem que às vezes dá nos nervos ouvir piadinhas dos colegas - como um “posso conferir?” - logo depois de montarem algum equipamento. Vanessa inclusive teve dificuldades de aprendizado no início do curso técnico – o computador não lhe era estranho, o professor que era mal educado para ensinar as únicas duas garotas da sala.

É oriental? Então é por isso!
Marina Atoji é conteudista para web. Para ela, falar sua profissão é como dizer para os rapazes: “Entendo de carros”. Há situações em que os homens associam sua aptidão com o ambiente virtual ao fato de ter traços orientais. Quando revela isso, em conjunto as meninas do debate concluem: “Talvez eles tenham medo de perder espaço!”.

A colega de Marina, Tíssia Nunes, lida com ambientes colaborativos e educação à distância. No debate, ela se trata de um caso à parte: como lida com uma área que pressupõe trabalho em grupo, Tíssia não é atingida pelo preconceito.

O problema é o leigo
A bibliotecária e geógrafa Maria Ângela Pereira, de 56 anos, apresentou-se como “apenas usuária”. Ela acredita que o maior preconceito é contra o leigo, não exatamente contra as mulheres. “Parece que existe o medo de que quem está começando a aprender vá quebrar alguma coisa”.

Já no Campus Party...
As debatedoras disseram que aqui no Campus Party estão conseguindo fazer contatos profissionais sem nenhum problema ou resquício de preconceito. O saldo do debate é que aqui os plugados estão mesmo interessados em trocar idéias e, diante das oportunidades do evento, o resto fica de lado. Elas afirmam que são um grupo pequeno, mas bem recebido.



domingo, 10 de fevereiro de 2008

A question of honour: Police say 17,000 women are victims every year


Up to 17,000 women in Britain are being subjected to "honour" related violence, including murder, every year, according to police chiefs.
And official figures on forced marriages are the tip of the iceberg, says the Association of Chief Police Officers (ACPO).
It warns that the number of girls falling victim to forced marriages, kidnappings, sexual assaults, beatings and even murder by relatives intent on upholding the "honour" of their family is up to 35 times higher than official figures suggest.
The crisis, with children as young as 11 having been sent abroad to be married, has prompted the Foreign and Commonwealth Office to call on British consular staff in Bangladesh, India and Pakistan to take more action to identify and help British citizens believed to be the victims of forced marriages in recent years.
The Home Office is drawing up an action plan to tackle honour-based violence which "aims to improve the response of police and other agencies" and "ensure that victims are encouraged to come forward with the knowledge that they will receive the help and support they need". And a Civil Protection Bill coming into effect later this year will give courts greater guidance on dealing with forced marriages.
Commander Steve Allen, head of ACPO's honour-based violence unit, says the true toll of people falling victim to brutal ancient customs is "massively unreported" and far worse than is traditionally accepted. "We work on a figure which suggests it is about 500 cases shared between us and the Forced Marriage Unit per year," he said: "If the generally accepted statistic is that a victim will suffer 35 experiences of domestic violence before they report, then I suspect if you multiplied our reporting by 35 times you may be somewhere near where people's experience is at." His disturbing assessment, made to a committee of MPs last week, comes amid a series of gruesome murders and attacks on British women at the hands of their relatives.
Marilyn Mornington, a district judge and chair of the Domestic Violence Working Group, warned that fears of retribution, and the authorities' failure to understand the problem completely, meant the vast majority of victims were still too scared to come forward for help. In evidence to the home affairs committee, which is investigating the problem, she said: "We need a national strategy to identify the large number of pupils, particularly girls, missing from school registers who have been taken off the register and are said to be home schooled, which leads to these issues. Airport staff and other staff need to be trained to recognise girls who are being taken out of the country.
"We are bringing three girls a week back from Islamabad as victims of forced marriage. We know that is the tip of the iceberg, but that is the failure end. It has to be part of education within the communities and the children themselves."
Women who have been taken overseas to be married against their will are now being rescued on an almost daily basis. The Government's Forced Marriage Unit (FMU) handled approximately 400 cases last year – 167 of them leading to young Britons being helped back to the UK to escape unwanted partners overseas. And it is not just women who are affected. Home Office figures show that 15 per cent of cases involve men and boys.
In an attempt to crack down on the crimes being committed in the name of honour, police are to introduce a new training package that will give all officers instructions on handling honour cases. In addition, detectives are believed to be conducting a "cold case" style review of previous suicides amid suspicions that cases of honour killings are more common than previously thought.
Almost all victims of the most extreme crimes are women, killed in half of cases by their own husbands. Sometimes murders are carried out by other male relatives, or even hired killers. The fear that many thousands are left to endure honour violence alone may be supported by the disturbing details of the incidence of suicide within the British Asian community. Women aged 16 to 24 from Pakistani, Indian and Bangladeshi backgrounds are three times more likely to kill themselves than the national average for women of their age.
A report published last week by the Centre for Social Cohesion found that many women felt unable to defy their families and therefore "suffer violence, abuse, depression, anxiety and other psychological problems that can lead to self-harm, schizophrenia and suicide". James Brandon, co-author of Crimes of the Community: Honour-based Violence in the UK, said: "The Government is still not taking honour crime seriously. Until this happens, the ideas of honour which perpetuate this violence will continue to be passed on through generations. Religious leaders, local authorities and central government must work together to end such abuses of human rights."
The human cost of honour crime was vividly captured in a haunting video message from murdered Banaz Mahmood, who revealed how her own father had tried to kill her after she abandoned her arranged marriage and fell in love with another man. In the grainy message she told how he plied her with brandy – the first time she had ever drunk alcohol – pulled the curtains and asked her to turn around.
The 19-year-old fled, but less than a month after making the grainy video on a mobile phone, Banaz was dead. Her naked body was found buried in a yard in Birmingham in 2006, more than 100 miles from her London home. She had been raped and tortured by men hired by her uncle to kill her. Mahmood's father, uncle and one of her killers were sentenced to a total of 60 years in jail for the murder.
And the fatal potential of honour disputes was laid bare last month when a coroner said he was convinced that a Muslim teenager who feared she was being forced into an arranged marriage by her parents had suffered a "vile murder." Ian Smith said the concept of an arranged marriage was "central" to the circumstances leading up to the death of 17-year-old Shafilea Ahmed, whose decomposed body was discovered on the banks of the River Kent at Sedgwick, Cumbria, four years ago. After running away from home in February 2003, Shafilea told housing officers: "My parents are going to send me to Pakistan and I'll be married to someone and left there." The tragic story of the bright teenager who wanted to go to university and study law is far from the only example of the anguish suffered by British teenagers in recent years.
Toafiq Wahab, British consul in Dhaka, Bangladesh, recalls a "rescue mission" to recover a 17-year-old who called his office from Sylhet. "We had to track her down and 36 hours from taking that call, we had turned up at her house with an armed police escort," he said. "The house was filled with over 20 of her relations, most of whom were from Britain and stunned to see me. They obviously did not want her to leave. We simply asked her if she wanted to leave and go back to the UK in the presence of all her family and she agreed. I then spoke to the family and explained what we were doing and tried to make them understand. In the end, we had to get the police to assist in helping us to leave."
Former Bradford policeman Philip Balmforth, who works with vulnerable Asian women, said he saw 395 cases of forced marriage in the city last year. "I had a case of a 14-year-old girl at school," he recalled. "The teacher tells me that the girl claims to have been married. So I went along to the school with a Muslim colleague. We saw the girl. We asked her a few questions and we were not sure. Then the girl said: 'If you don't believe me I have the video at home.'"
In Bradford alone, a total of 250 girls aged between 13 and 16 were taken off the school rolls last year because they failed to return from trips abroad. Campaigners suspect many were victims of forced marriages.
"If contacted by concerned young British men and women in the UK, the FMU provides free and confidential advice on the potential dangers of being forced into marriage overseas and precautions to take to help avoid this happening," said a Foreign Office spokesperson last night. "If we learn that a British national overseas is being forced into marriage, or has already been forced into marriage, we look at various means of consular assistance ranging from action through the courts to rescue missions."
"The FMU can also help to arrange accommodation for victims for when they return to the UK and can refer victims to counselling and supports groups, legal centres, and so on.
"When it is necessary, the FMU and our embassies and high commissions work closely with the police and judiciary overseas in order to organise emergency rescue and repatriation missions."
Britain's hidden scandal
The kidnap victim
In June 2000 Narina Anwar, 29, and her two sisters claim they were tricked by their parents into going on a family holiday to a remote village in Pakistan, where they were held captive for five months in an attempt to force them to marry three illiterate villagers. The sisters fled to Lahore and contacted the British High Commission, which persuaded their parents to hand over their children's passports so they could return home.
The 'slave'
Gina Singh, 28, sued her former mother-in-law for £35,000 in 2006 after she was forced to work 17 hours a day around the house. Ms Singh, from Nottingham, was forbidden to leave the house on her own after an arranged marriage in 2002.
The runaway wife
In 1983, Zana Muhsen and her sister Nadia, from Birmingham, were pushed by their father to visit Yemen and forced to marry. Zana, now 35, escaped eight years later. Her father had sold her for a few thousand dollars. The experience is recounted in her book, 'Sold'.
The murder victim
Surjit Athwal disappeared with Bachan Athwal, her mother-in-law, after a family wedding in India in 1998. Her body was never found. Bachan later boasted that she arranged for her son, Sukhdave, to murder Surjit after finding out that she was having an affair.
The attempted suicide
Shafilea Ahmed was the victim of a suspected honour killing. The 17-year-old's body was found months after she had returned from a trip to Pakistan in 2003. On the trip she drank bleach. The coroner said he saw it as a 'desperate measure' to avoid a forced marriage.


http://www.independent.co.uk/news/uk/home-news/a-question-of-honour-police-say-17000-women-are-victims-every-year-780522.html

sábado, 9 de fevereiro de 2008

I Concurso Internacional sobre Periodismo y Género “La violencia contra la mujer: una violación de los derechos humanos”

El Proyecto CEDAW Argentina del Instituto Interamericano de Derechos Humanos, la Asociación Civil Artemisa Comunicación, y el Área de Género y Derechos Humanos de las Mujeres del Instituto de Derechos Humanos de la Facultad de Ciencias Jurídicas y Sociales de la Universidad Nacional de la Plata, lanzan el “I Concurso Internacional sobre Periodismo y Género”, destinado a periodistas y estudiantes avanzados de la carrera de periodismo, de América Latina y el Caribe.

Objetivo:

El certamen busca promover la labor periodística dirigida a temas que sensibilicen a la población en materia de derechos humanos de las mujeres, con el objetivo de contribuir a la generación de una conciencia pública sobre la necesidad de proteger y difundir estos derechos.

En esta primera edición el tema guía es “La violencia contra la mujer: una violación de los derechos humanos”; el enfoque de la temática general debe contener como eje interno la Convención sobre la Eliminación de Todas las Formas de Discriminación contra la Mujer, de Naciones Unidas, y su Protocolo Facultativo, marco legal necesario para la defensa, promoción y protección de los derechos humanos de las mujeres.
Mais informações:

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Estudante afegão é sentenciado à morte por ter lido artigo sobre direitos das mulheres

Save Pervez! Global protests to save Afghan student from death sentence

Worldwide outrage over Afghan sentenced to death for reading article on women's rights. Join the Independent campaign now


John Stillwell/PA

The Afghan Senate yesterday backed the death sentence handed to Mr Kambaksh. The motion was proposed by a Senator who is a key ally of President Karzai (pictured)

    domingo, 13 de janeiro de 2008

    Feminismo nas Relações Internacionais

    Os cursos de graduação de Relações Internacionais das universidades brasileiras tendem a priorizar em suas grades curriculares o debate teórico clássico das Relações Internacionais (RI), deixando de abordar teorias pós-modernas, que ganharam espaço no debate acadêmico ao longo dos anos 90. São várias as abordagens que tiveram ampliada sua inserção no mainstream das RI. Dentre elas, podemos destacar as discussões sobre gênero e, particularmente, o debate sobre o feminismo. O objetivo deste artigo é fazer uma breve apresentação da teoria feminista das Relações Internacionais, que tem crescido nos últimos anos, especialmente nos EUA e Europa, porém tem tido pouca relevância nos centros de pesquisas e universidades do país.

    A teoria feminista surgiu no debate teórico das RI somente depois de outras áreas acadêmicas já terem incorporado o gênero como uma categoria de análise
    [1].

    Um evento importante para a inserção deste tema nas relações internacionais foi a Conferência dos Direitos Humanos, em 1993, quando foram reconhecidos os direitos humanos das mulheres. A partir de então, outras conferências e convenções internacionais foram realizadas, como uma conquista do movimento feminista, e que permitiu alguns autores começar a tratar de forma sistemática questões como violência, poder de decisão, conflitos armados e até particularidade da menina.

    No entanto, a discussão sobre a igualdade de gênero não promoveu no movimento político um discurso homogêneo, assim como também não ocorreu uma homogeneização de interpretações no plano da teoria. Estes múltiplos ‘feminismos’ desdobram-se basicamente em três vertentes teóricas principais: a empírica, de premissas liberais; a ‘staindpoint’, de perspectiva crítica e a pós-moderna, contra uma identidade universal da mulher
    [2].

    Excetuando a escola liberal, a teoria feminista de RI situa-se no debate pós-positivista, ao criticar os conceitos da modernidade, vistos como uma construção masculina.


    O feminismo considera diferentes formas metodológicas e epistemológicas para o entendimento das RI. Enquanto o debate positivista entre neoliberais e neo-realistas, na década de 80, pautava-se por discutir, da perspectiva da centralidade do Estado enquanto ator racional, a assimetria de poder e a lógica de maximização dos ganhos; as feministas estavam propondo levar para a teoria o dia-a-dia da mulher, trazendo o enfoque no indivíduo e o espaço privado, desconsiderado na modernidade. A crítica é de que na divisão do espaço público/privado, a mulher situava-se no último e a sua exclusão não é uma coincidência. A mulher é então caracterizada pelo cuidado, cooperação e emoção, e na dualidade racional/irracional, é considerada irracional, portanto excluída da autoridade do conhecimento. O debate dos positivistas pressupõe a neutralidade do Estado, e em vista disto mascara a desigualdade de gênero[3].

    A visão feminista concebe que Estados e instituições como atores principais não dão conta da especificidade da mulher, porque não leva em consideração o indivíduo do sexo feminino, o qual não tem igualdade de participação tal como o sexo masculino, na construção e legitimação destes atores. O Estado não abrange o espaço privado, onde a mulher também sofre opressão e, portanto, não lhe provém a segurança que os realistas assumem ser garantida pelo Estado.

    Esta é uma discussão atual e apesar de ser uma teoria marginalizada, desafia pesquisadores a responderem às mudanças decorridas da inclusão da mulher como ator parte do sistema internacional e a responder aos questionamentos feministas sobre soberania e identidade
    [4].

    Contudo, apesar de hoje a International Studies Association (ISA) ter suas reuniões marcadas por críticas feministas, e ter como presidenta da associação Ann Tickner, uma feminista com trabalhos relevantes na literatura acadêmica das Relações Internacionais, somente as universidades estrangeiras abriram espaço para o tema. Os trabalhos feministas da área de humanas no Brasil costumam discorrer sobre aspectos sociológicos da discriminação e participação das mulheres. Porém, a pós-graduação em RI no país vê crescer o interesse por “novos temas”, mas que ainda se restringe a temas de meio-ambiente, direitos humanos e intervenções humanitárias, deixando de lado a teoria feminista
    [5].

    A perspectiva, entretanto, é de que com o crescimento da área, o feminismo possa ganhar destaque, a partir de três fatores: 1. do retorno de estudantes de RI que tiveram a oportunidade de estudar no exterior e que por isso podem trazer estas novas abordagens; 2. do interesse das feministas em discutir como o processo internacional influencia a posição da mulher na sociedade e por fim, 3.da maior disseminação deste conhecimento entre os alunos de Relações Internacionais e na sociedade, para que não seja entendido como uma ‘apelação das mulheres’ às RI.


    *Este artigo é baseado na monografia intitulada: 'Feminismo nas Relações Internacionais' que escrevi de setembro à dezembro de 2005.

    [1] HALLIDAY, Fred. Repensando as Relações Internacionais. Porto Alegre: Universidade do Rio Grande do Sul, 1999. (p. 163).
    [2] HARDING, Sandra apud DONAVAN, Josephine. Feminist Theory. The Intellectual Traditions of American Feminism. New York: The Continum Publishing Company, 1997. (p.192)
    [3] TICKNER, J. Ann. ‘You Just Don’t Understand: Troubled Engagements between Feminists and IR Theorists”. International Studies Quarterly, 41, n°4, dec-1997. (p. 614)
    [4] NOGUEIRA, João Pontes e MESSARI, Nizar. Teoria das Relações Internacionais. São Paulo: Campus, 2005. (p. 230).
    [5] OLIVEIRA, Amâncio e ONUKI, Janina. A produção da pós-graduação em Relações Internacionais no Brasil. São Paulo: CAENI/USP, Mimeo, 2005.



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    A woman for president?


    Nos EUA as primárias democratas estão suscitando discussões importantes sobre gênero e etnia. Enquanto Hillary é a candidata "mulher", Obama é o candidato "negro". No entanto, parece que as feministas mais jovens têm preferido não se colocar a favor de Hillary enquanto mulheres, pois esta seria um atitude sexista. Para a psicóloga Linda Carli esta posição vem de uma compreensão da nova geração de que as questões de gênero já foram resolvidas.

    Young Feminists Split: Does Gender Matter?

    By
    Eli Saslow Washington Post Staff Writer Friday, January 11, 2008; Page A01

    "If you're a woman, you vote for Hillary because of what it means to women everywhere," said Chanpong, a sophomore.

    Carreon Aguilar, a senior, said: "If I'm supposed to vote for Hillary just because I'm a woman, that's kind of sexist."

    Even here at Wellesley College,
    Hillary Rodham Clinton's alma mater and a historic bedrock of progressive feminist thought, support for the senator from New York hardly registers as unanimous. Instead, the election has inspired a debate at this women-only liberal arts college about what it means to be a feminist. Do you vote for a woman to shatter the glass ceiling and further the cause? Or do you make an empowered, individual decision that is not confined by gender?

    How women across the country answer that question over the next month could largely determine the winner of the Democratic nomination. In
    Iowa, women -- particularly young women -- overwhelmingly supported Sen. Barack Obama (Ill.) and helped him win the caucuses. Five days later in New Hampshire, Clinton won 45 percent of the female vote compared with 36 for Obama, forging her comeback.

    Election debates take on a particular fervor here on the suburban
    Boston campus where Clinton lived from 1965 to 1969. On the worn sofas in the lobby of Pendleton Hall, about 30 students gather each Sunday evening to organize Wellesley support for Clinton, surrounded by remnants of her time here. Next to the Pendleton lounge is the office of professor Alan Schechter, who advised Clinton on her senior thesis 40 years ago. An autographed photo of Clinton hangs on a door. A button attached to a nearby bulletin board reads "It used to be a man's world."

    For about an hour every week, the students brainstorm ways to help Clinton -- their Wellesley sister, they sometimes call her -- win the nomination. The Students for Hillary group set up a phone bank at school for making cold calls to voters and arranged more than 20 road trips to knock on doors in New Hampshire. "We feel tied to her, like she's one of us since she went here," said Chanpong, the group's communications director. "We'd try anything to help."

    Hours after the Clinton meetings, a Students for Obama group occupies the same couches in Pendleton. Led by Carreon Aguilar and another Wellesley senior, the 10 members also shuttled back and forth to New Hampshire on weekends this fall. They visited dorm rooms and distributed Obama '08 brochures and signs, one of which now hangs on a door down the hall from Clinton's old room. "We tried to make sure it wasn't all Clinton, all the time," Carreon Aguilar said.

    Ona Keller, the co-president of Wellesley College Democrats, spent time with both the Obama and Clinton groups for almost a year, but few classmates doubted her ultimate conviction. Keller often wears her mom's hand-me-down T-shirts from the women's rights movement in the 1960s, with the text of the Equal Rights Amendment printed across the chest. She calls younger classmates first-years instead of freshmen, because none of them are men.
    Keller tells friends she is "hard-core Wellesley": proud to attend a school that has never had a male president; proud to walk through the same halls as former secretary of state
    Madeleine Albright and Madame Chiang Kai-shek, the former first lady of China.

    "Everybody who knows me thinks of me as a feminist," Keller said. "Nobody imagined I wouldn't vote for Clinton."

    Three weeks ago, Keller changed her online
    Facebook profile to announce her support for Obama. She likes his rhetoric and his stance on the war, she said, and she considers his effort to become the first black president as historic as Clinton's bid. Within a few days, a handful of Wellesley friends had called or e-mailed to teasingly call her a traitor.

    "It's like I'm ruining this great opportunity for women by not voting for her, but honestly I'm not too worried about that," Keller said. "I don't think gender is a good enough reason on its own to vote for or against anybody. I'm sure there are going to be other women in my generation, soon, who are able to run for president. This isn't like our only chance."

    Her stance is what some professors on campus refer to as an "inevitability attitude," and they say it marks a generational divide. Women who experienced Wellesley in the 1950s and '60s, such as Clinton, enrolled at a time when some
    Ivy League schools still refused to admit women. They believed, intrinsically, that they would have to scrap and claw for every opportunity in an unfair world. Wellesley functioned as their cocoon, a place for camaraderie and support before they were sent off as graduates to break barriers and challenge stereotypes. As feminists, they were linked by a cause.

    The women of that generation now vote resoundingly for Clinton, poll numbers show, as if still bound by the urgency instilled 40 years ago. It's an urgency that their daughters, products of a less-sexist time, sometimes lack.
    A woman for president ?

    "I'm sure there are a lot of women my age who are kind of moving up the ranks, doing whatever they're doing politically and could maybe be president," Carreon Aguilar said. "The way I look at it with Obama is that both candidates are really minorities. Both would be huge firsts, so that sort of takes away the reason to vote just because of somebody being a woman or being black."
    A woman for president ?

    "That has an unbelievable 'Wow!' factor for those of us who have been around for a while and who have delved in the academics of this," said Linda Carli, a Wellesley psychology professor who co-wrote a book on gender and politics. "Some students believe all gender issues are already solved and this remarkable progress will just come, and that's overly optimistic. There's this sense that there's been a massive social change and everything is resolved. That's a very naive point of view."

    Senior Kirstin Neff set a self-imposed deadline, the end of the 2007 spring semester, for aligning herself with a candidate. The co-president of Wellesley College Democrats, Neff badly wanted a summer internship with Clinton or Obama. But she felt torn between the two candidates . . . between two generations of feminists . . . between optimism that a woman will one day win and the feeling that it needs to happen now.

    When Neff traveled home to
    Arizona for spring break, her deadline approaching, she confessed to her mother that she had started to lean toward supporting Obama. A five-minute conversation changed her mind.

    "My mom didn't like hearing me talk about Obama much at all," Neff said. "She started telling me about how our generation takes for granted a lot of advances that women have made. She told me what it was like in the '70s and '80s and, you know, the general feeling that you were never as good or as important as your brothers or the men who you worked with. She talked about how women's stakes are so tied up in Hillary's candidacy, and how it could change what it means to be a woman and what all these little girls will think is possible in their own lives.

    "So I just kind of started thinking about it like that, and it was like, 'Hmm. Okay. Do I really want to step in front of all of that?' "

    http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2008/01/10/AR2008011003941.html?wpisrc=

    segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

    No Quênia aumenta o número de violência sexual contra as mulheres após o conflito gerado pela controvérsia eleitoral

    The Nairobi Women's Hospital said it had on 31 December received 19 rape cases, almost double the daily average. Amid the violence that engulfed several residential areas of the Kenyan capital following the declaration of controversial results of the presidential elections, women in particular have been targetted, with at least one hospital reporting a rise in the number of rape victims seeking treatment. The Nairobi Women's Hospital said it had on 31 December received 19 rape cases, almost double the daily average.

    Violence erupted mostly in the slums of Nairobi and other areas soon after the Electoral Commission of Kenya announced that incumbent President Mwai Kibaki had won the poll, beating his opposition rival challenger Raila Odinga, who immediately rejected the result citing alleged rigging of the poll in Kibaki's favour.